Cuba, Nicarágua e Venezuela não serão convidados para a Cúpula das Américas, diz oficial

3 de maio de 2022

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Os governos de Cuba, Nicarágua e Venezuela não serão convidados para a Cúpula das Américas que acontecerá na cidade de Los Angeles em junho próximo, disse à NTN24 o secretário adjunto do Departamento de Estado para o Hemisfério Ocidental, Brian Nichols.

“Cuba, Nicarágua, o regime de [Nicolas] Maduro [na Venezuela] não respeitam a Carta Democrática das Américas e, portanto, não espero sua presença” na Cúpula, disse Nichols.

Na semana passada, o chanceler cubano, Bruno Rodríguez, reclamou em uma entrevista coletiva em Havana que Washington já planejava sua exclusão.

“Devo denunciar que o governo dos Estados Unidos decidiu excluir Cuba dos preparativos da IX Cúpula das Américas”, disse Rodríguez em comunicado a jornalistas.

Nichols também disse na segunda-feira que a Cúpula está ocorrendo em "um momento chave em nosso hemisfério, um momento em que enfrentamos muitos desafios à democracia".

A tensão nas relações dos EUA com a Venezuela aumentou quando em 2014 explodiram protestos no país sul-americano contra o presidente Nicolás Maduro, deixando dezenas de mortos, milhares de feridos e detidos.

Os Estados Unidos denunciaram a onda de prisões na Nicarágua de candidatos às eleições presidenciais do ano passado, o que abriu caminho para a reeleição do atual presidente Daniel Ortega e sua esposa, a vice-presidente Rosario Murillo.

Após quatro anos de governo republicano de Donald Trump, as relações entre Washington e Havana não poderiam ser mais tensas, então a chegada do presidente Joe Biden à Casa Branca significou um alívio na tensão política.

Mas o governo de Miguel Díaz-Canel reprimiu violentamente os protestos massivos que eclodiram em mais de 60 locais em toda a ilha em julho de 2021. Muitos dos manifestantes foram condenados a longas penas de prisão sem o devido processo, o que foi apontado tanto pelos EUA quanto por organizações internacionais.

Havana e Washington retomaram recentemente as negociações sobre migração, interrompidas em 2018, buscando lidar com a imigração irregular.

“É paradoxal porque (…) acabamos de ter conversas oficiais sobre migração, que são sem dúvida um sinal positivo (…)”, afirmou o chanceler cubano na semana passada.

Nenhum dos três governos reagiu aos comentários.

Fontes