Covid-19: Estados Unidos disponibilizam mais 25 milhões de dólares a Angola para combater a doença

6 de maio de 2022

Email Facebook Twitter WhatsApp Telegram

 

O Governo dos Estados Unidos anunciou um reforço do financiamento para o combate à covid-19 em Angola no valor de 25,36 milhões de dólares, no quadro da Iniciativa para o Acesso Global à Vacinas (Global VAX, na siglas em inglês), um esforço de Washington para transformar vacinas “em armas de vacinação".

Este reforço, que aumenta para 39 milhões de dólares a ajuda de Washington a Luanda para enfrentar a pandemia, foi anunciado ontem pela subsecretária de Estado americana durante uma visita a Angola. “Vamos estreitar cada vez mais a nossa forte parceria com o Governo angolano, fornecendo mais de 25 milhões de dólares em novos recursos para apoiar os trabalhadores da saúde que estão na linha de frente no combate a esta pandemia, melhorar o alcance comunitário para ajudar a conseguir mais doses de vacinas para mais pessoas em todo o país, ajudar a colmatar as lacunas de informação e a abordar as questões de falta de informação e a desinformação que podem reduzir a confiança das pessoas nas vacinas, e muito mais”, afirmou Wendy Sherman.

A subsecretária enfatizou que uma das razões pelas quais Angola é um dos 11 parceiros da Global VAX é porque “temos uma história incrivelmente forte de trabalho conjunto para fazer face às principais preocupações de saúde aqui em Angola, incluindo o VIH e a malária”.

Este novo financiamento vai apoiar atividades que reforçam a entrega de vacinas, aumentam a consciencialização e a demanda por vacinas, fornecem assistência técnica e aumentam o acesso através de campanhas móveis. Para Sherman, este entendimento “apoia os planos de vacinação existentes em Angola e está a ajudar a levar vacinas às pessoas de forma rápida e equitativa”.

Sucesso em Luanda, agora as províncias

Na ocasião, Sherman felicitou Angola pelo “sucesso incrível aqui em Luanda, onde 77% das pessoas que são elegíveis para a vacinação receberam pelo menos uma dose”, mas acrescentou que “precisamos aproveitar este sucesso e estendê-lo a todas as províncias do país, e a iniciativa Global VAX irá ajudar a fazer exatamente isso.”

Ao longo das últimas duas décadas, Washington forneceu mais de 630 milhões de dólares para fazer face as necessidades de saúde em Angola e apoiar o sistema de saúde. “A PEPFAR - Plano de Emergência do Presidente dos EUA para o Alívio da SIDA - está a trabalhar em parceria com a iniciativa "Nascer Livre para Brilhar" da Primeira Dama Lourenço, que visa reduzir a transmissão do VIH de mães para filhos e melhorar os resultados de saúde para mulheres e crianças”, acrescentou Sherman, lembrando também que o “nosso trabalho de combate à malária em Angola continua”.

Apesar dos sérios desafios que a pandemia da covid-19 criou para as cadeias de abastecimento e prestação de cuidados de saúde, a governante americana destacou que “Angola registou menos 20% de mortes por malária no último ano, nas províncias que receberam apoio dos Estados Unidos”, o que, para ela, “é uma história de sucesso que podemos desenvolver nos meses e anos vindouros”.

Sherman, segunda figura mais importante da diplomacia americana, disse que a Administração Biden vai continuar a distribuir doses de vacina em parceria com a COVAX e o African Vaccine Acquisition Trust, “enquanto trabalhamos em conjunto para vacinar 70% das pessoas em todos os países e economias e apoiar os países no alcance de seus próprios objetivos relacionados com as vacinas”.

Aliás, Sherman lembrou que o presidente se comprometeu a doar mais de 1,2 bilião de doses de vacinas em todo o mundo até ao final de 2022.

Fontes