8 de maio de 2021

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A Fiocruz anunciou esta semana que pesquisadores do Laboratório de Flavivírus do IOC/Fiocruz, da Faculdade de Medicina Veterinária da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e da Universidade Federal do Piauí (UFPI) detectaram o vírus do Nilo Ocidental pela primeira vez em Minas Gerais. Os estudiosos também confirmaram a circulação viral no Piauí e em São Paulo.

Esta não é a primeira detecção do vírus no Brasil, uma vez que em 2009, num estudo liderado pelo IOC/, ele foi detectado no Pantanal.

O vírus foi isolado, pela primeira vez, em Uganda, ainda em 1937. Inicialmente restrito a países da África, Europa e Ásia, em 1999 ele chegou aos Estados Unidos, causando um grande surto, tendo depois se espalhado do Canadá à Venezuela.

O vírus do Nilo é transmitido a aves silvestres por meio da picada de mosquitos (geralmente do gênero Culex, como pernilongos) infectados quando estes se alimentam do sangue das aves. Acidentalmente, relata a Fiocruz, outros animais e seres humanos que estejam nessas áreas podem ser infectados.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 80% das pessoas infectadas não apresentam sintomas. Alguns têm sintomas leves, com febre, dor de cabeça, cansaço e vômito, e cerca de 0,5% das pessoas podem ter sintomas graves, como meningite e encefalite, que podem levar à morte.

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