4 de fevereiro de 2021

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O índice geral de preços dos alimentos em janeiro subiu, em termos anuais, 4,7 pontos, ou 4,3%, para 113,3 pontos; o indicador vem crescendo pelo oitavo mês consecutivo e atingiu o máximo desde julho de 2014, segundo nota de imprensa da Food and Agriculture Organization das Nações Unidas (FAO).

A FAO registrou um aumento no custo de todas as categorias de bens, principalmente para açúcar, grãos e óleos vegetais. Com isso, o índice de preços do açúcar subiu 7 pontos (8,1%), para 94,2 pontos, recorde desde maio de 2017. A alta dos preços é motivada pela expectativa de redução da oferta com base nos tipos de safra da UE, RF e Tailândia e pelo clima seco na América do Sul, além da recente alta do petróleo e da desvalorização do real frente ao dólar. O Brasil é o maior exportador mundial de açúcar.

O índice de preços dos grãos em janeiro subiu 8,3 pontos no mês, ou 7,1%, para 124,2 pontos. Os preços mundiais do milho subiram acentuadamente devido à queda geral na oferta, bem como devido ao clima seco na América do Sul. Conforme indicado pela FAO, o preço do trigo também aumentou, inclusive devido à "queda esperada nas vendas da Federação Russa, onde a partir de março de 2021 as tarifas sobre as exportações de trigo dobrarão".

O índice de preços dos óleos vegetais aumentou 7,7 pontos (5,8%) até dezembro e somou 138,8 pontos - este é o maior nível desde maio de 2012. O índice está crescendo pelo oitavo mês consecutivo com a alta nos preços dos óleos de palma, soja e girassol, disse o comunicado. O preço do óleo de palma aumentou devido aos baixos volumes de produção na Indonésia e na Malásia enquanto greves prolongadas na Argentina e a redução da oferta de exportação aumentaram os preços do óleo de soja. O óleo de girassol aumenta de preço devido à baixa safra, observa a FAO.

O índice de preços dos lácteos em janeiro subiu 1,7 ponto (1,6%) para 111 pontos. O preço da manteiga e do leite em pó integral aumentou devido às grandes compras para a China antes das comemorações do Ano Novo Lunar naquele país e ao declínio sazonal no fornecimento da Nova Zelândia. Ao mesmo tempo, o preço do queijo caiu em um contexto de baixas vendas na Europa e do crescimento de seus estoques nos Estados Unidos.

O Índice de Preços de Carne da FAO foi de 96 pontos (alta de 0,9 ponto, ou 1%), subindo pelo quarto mês consecutivo. A entidade observa alta nos preços de todos os tipos de carnes, principalmente de aves no Brasil, com forte demanda e restrições às exportações da Europa.

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