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Administrador da TAP em sistema de corrupção com subsidiária da Sonangol

Agência VOA

MP português diz que 25 milhões de dólares circularam através da Sonair

21 de julho de 2017

Três advogados e quatro pessoas que tiveram ligação à TAP foram acusados pelo Ministério Público (MP) de Portugal de corrupção activa com prejuízo no comércio internacional, branqueamento e falsificação de documentos, numa transação que envolve a Sonangol.

O Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIA) revelou que, mediante um esquema de aparente prestação de serviços da TAP à Sonair, uma empresa subsidiária Sonangol, a petrolífera angolana colocou elevados montantes em dinheiro.

"A investigação apurou que a Sonair procedeu ao pagamento à TAP de um valor superior a 25 milhões de euros sem que tenha havido a prestação dos serviços aparentemente contratados", valores que, segundo a acusação, indica eram depois branqueados com a mediação de uma outra empresa, a Worldair.

A informação veiculada pelo jornal português Público, diz que a Worldair facilitar o giro desse dinheiro para contas fora de Portugal.

"Os montantes circulavam ainda por offshores antes de regressarem a contas portuguesas (...) e, em alguns casos, o dinheiro acabava por ser usado para a aquisição de imóveis de luxo em Portugal", revela o DCIAP.

Contactada por aquele jornal, a companhia de bandeira portuguesa diz ter sido ela própria a comunicar ao Ministério Público "todos os elementos relativos às operações a que este processo diz respeito, logo que tomou conhecimento dos mesmos", tendo ainda promovido uma auditoria interna sobre a matéria, "cujas conclusões foram transmitidas às autoridades judiciárias".

A TAP revelou que o Ministério Público reconheceu não existirem quaisquer indícios que responsabilizassem a companhia e, por isso, arquivou o inquérito quanto à empresa.

O MP apreendeu nove imóveis, todos registados em nome de sociedades envolvidas no processo de branqueamento, tendo pedido a sua perda a favor do Estado.

Entre os suspeitos está o ex-administrador da TAP, Fernando Sobral.

Fontes

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